terça-feira, 30 de outubro de 2012

Minhas imagens


Maravilhosas




domingo, 28 de outubro de 2012

Virgindade abusada


Venda de virgindade pela internet é crime e PGR entra em cena



Bandeira de Mello
O subprocurador-Geral da República, Bandeira de Mello, pede o cancelamento do visto no passaporte de Catarina
O subprocurador-Geral da República, João Pedro de SaboiaBandeira de Mello, em ofício encaminhado nesta sexta-feira ao Ministério das Relações Exteriores, solicitou que seja investigada a venda da virgindade da brasileira Catarina Miglioni, por R$ 1,5 milhão, para um cidadão japonês, pela internet. Bandeira de Mello sugere ao Ministério que providencie o contato com as autoridades envolvidas na operação internacional que pode ser configurada como “tráfico de pessoas”.
Correio do Brasil teve acesso ao ofício encaminhado nesta tarde, após matéria sobre o assunto publicada na edição do CdB desta quinta-feira, no qual o subprocurador Bandeira de Mello pede a revogação do visto no passaporte de Miglioni “por exercício de prostituição”.
Leia aqui o documento, na íntegra.
Exmo Sr Ministro de Relações Exteriores
Excelência :
Tenho a honra de me dirigir a V. Exa., em face das constantes notícias que circulam na INTERNET de que a brasileira Catarina Miglioni foi aliciada por uma produtora de TV da Austrália para participar de um “reality show” leiloando sua suposta virgindade, já havendo, inclusive, comprador compromissado.
Embora não tenha examinado detidamente o assunto, em principio me parece que se trata de crime de tráfico de pessoas, cuja repressão é prevista em tratados internacionais .
Assim, sugiro a V. Exa. que determine ao Exmo Sr Embaixador naquele país as providências junto às autoridades policiais e judiciárias cabíveis para interromper a execução de eventual crime, para o que, acredito, deveria ser solicitada a revogação do visto (por exercício de prostituição) e a deportação com urgência .
Desculpando-me por utilizar mail e não ofício, face à urgência do assunto, apresento meus meus elevados protestos de consideração e apreço.

Atenciosamente
João Pedro de Saboia Bandeira de Mello Filho
Subprocurador-Geral da República

sábado, 27 de outubro de 2012

Desorganização popular


“Desorganização popular ainda é muito grande no Brasil”, afirma Anita Prestes

Filha de Prestes e Olga, a historiadora Anita Prestes analisa os desafios para a esquerda na América Latina

Vivian Virissimo,
do Rio de Janeiro (RJ) 
   
   Anita Prestes, filha de Prestes e Olga - Foto: Reprodução
Filha dos militantes políticos Luís Carlos Prestes e Olga Benário, a historiadora e professora Anita Prestes palestrou no primeiro módulo do curso “Brasil de Fato – Atualidades e desafios das lutas na América Latina” realizado no dia 10 de outubro, na sede do Sindipetro, no Rio de Janeiro. Nesta entrevista, Anita destacou que transformações profundas na sociedade brasileira só serão possíveis por meio da organização dos setores populares. “Dessa organização popular surgirão lideranças que deverão construir um ou mais partidos que liderem esse processo”, defendeu.
Segundo ela, além da organização popular há necessidade de articulação de outro aspecto fundamental: a formação da consciência política dos movimentos, sobretudo de suas lideranças. “Porque se esses setores populares organizados não souberem para onde vão e para o que eles têm que lutar eles serão levados à derrota – na melhor das hipóteses”, lembra.

Brasil de Fato – O tema geral do curso do Brasil de Fato é “Atualidade e os desafios das lutas na América Latina”. Na sua visão, qual é o maior desafio das lutas na América Latina hoje?
Anita Prestes – É difícil dizer qual é o maior desafio. Parece-me que no momento é defender e assegurar a continuidade da revolução na Venezuela, que é o ponto mais avançado das lutas pelas transformações profundas, sociais e políticas, tendo em vista em longo prazo o socialismo. Essa eleição com a vitória do presidente Hugo Chávez foi um momento muito importante de reafirmação deste processo. Mas não se pode perder a vigilância porque se de um lado foi uma vitória, por outro lado, o inimigo, principalmente o imperialismo, vai fazer tudo para reverter essa vitória. Portanto é muito importante que as forças democráticas, progressistas, de esquerda no continente e diria mais, no mundo, estejam atentos para impedir qualquer provocação e qualquer retrocesso nesse processo que seria muito ruim não só para o povo venezuelano, mas para toda a América Latina.

O que falta no Brasil para termos estas transformações profundas?
Eu diria que só conseguiremos estas transformações profundas com o socialismo. Com o regime socialista, que é o exemplo de Cuba, isso ficou muito claro. A própria ONU e outras entidades internacionais reconhecem que em Cuba foi resolvido o problema da saúde pública, do ensino público. Um país pequeno, com limitações muito grandes do ponto de vista da economia, das suas riquezas naturais, ainda por cima com um bloqueio violento de 50 anos e conseguiu resolver esses problemas com o regime socialista. Claro que no Brasil não vamos conquistar o socialismo da noite para o dia, pois é um processo longo e demorado e acho que só chegaremos lá por meio da organização popular. Dessa organização popular surgirão lideranças que deverão construir um ou mais partidos que liderem esse processo. Eu vejo dessa maneira.

Como a senhora avalia a atuação das esquerdas na preparação das forças sociais nesse processo de organização popular? O que se avançou e o que precisa melhorar?
Avançou-se bastante em termos de organização popular principalmente com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Pela primeira vez no Brasil, temos realmente um movimento que abrange todo o território e que tem feito mobilização dos setores dos trabalhadores expulsos pelo agronegócio. Então esse movimento é um avanço, se a gente olha para o passado do Brasil em que as classes dominantes sempre conseguiram evitar e impedir a organização popular. Mas isso ainda é muito pouco. Os próprios companheiros do MST reconhecem que nas cidades – 90% da população brasileira é urbana – o movimento dos trabalhadores ainda está muito desorganizado, sob influência dos chamados pelegos: lideranças sindicais que invés de levar adiante a luta pelos interesses dos trabalhadores conciliam com os interesses dos patrões: essa é a realidade. Então o movimento sindical urbano deixa muito a desejar, a desorganização popular ainda é muito grande no Brasil, as chamadas esquerdas são muito esfaceladas e com pouquíssima penetração. Lembrando o que meu pai, Luís Carlos Prestes, sempre dizia, vai ser a partir das lutas populares que surgirão novas lideranças. A própria prática do MST mostra isso: na medida em que houve lutas, surgiram novas lideranças. E as mais lúcidas e comprometidas com os interesses populares inevitavelmente terão que marchar para aprofundar seus conhecimentos do marxismo, a única teoria que permite realizar transformações viáveis e que conduzam ao socialismo. Então essas lideranças terão que organizar partidos efetivamente revolucionários. O que, por enquanto, considero que não existe no Brasil.

Numa perspectiva histórica, a senhora analisa que até mesmo lideranças progressistas desestimulam a organização popular no Brasil. Por que isso ocorreu?
Esse período muito extenso de mais de vinte anos de ditadura impediu o surgimento de novas lideranças e as antigas foram morrendo: Arraes, Brizola, o próprio Prestes. Hoje em dia no Brasil temos muito poucas lideranças. Uma grande liderança atual que nós temos é o Lula. Fora disso não existe outra liderança. E essas lideranças que faleceram eram todas lideranças burguesas que, portanto, não tinham interesse em organizar os trabalhadores. Com exceção do Prestes, que era do PCB, partido que cometeu muitos erros, mas que também foi muito combatido e reprimido. Fora esse caso, o Arraes, Brizola e o próprio Jango eram políticos que tinham enraizamento popular, tinham influência, mas não estavam interessados em organizar as massas populares porque eram caudilhos que temiam que o movimento popular pudesse passar por cima deles. Aí os interesses burgueses se sobrepõem. Só lideranças que estejam comprometidas com os interesses populares serão capazes de se empenhar na organização popular. E, lamentavelmente, não é o caso do Lula.

Não se trata simplesmente ter uma base popular, mas organizar essa base.
Organizar essa base para lutar. E organizar não só do ponto de vista de unificar e ter uma estrutura orgânica, mas também lhe dar consciência política e revolucionária. Há necessidade de articulação desses dois aspectos: organização e consciência porque se esses setores populares organizados não souberem para onde vão e para o que eles têm que lutar eles serão levados à derrota – na melhor das hipóteses. Então isso só pode ser feito por um partido político que tenha clareza disso e, na minha opinião, nós não temos esse partido. E Lula, lamentavelmente, também não quis cumprir esse papel. Ele mesmo diz que repudia os livros e, além disso, ele sofreu muita influência de intelectuais que o levaram pelo caminho do reformismo, da conciliação, de ter o poder pelo poder. Fazer doação aos pobres, no fundo, é uma atitude populista e paternalista que não rompe com as estruturas existentes. Acabou distribuindo migalhas para os trabalhadores.


   
   
Manifestação contra a utilização de energia nuclear: transformações na sociedade
brasileira só serão possíveis por meio da organização popular - Foto: João Zinclar
A senhora falou do MST como um exemplo de movimento que consegue ter o mínimo de organicidade e citou o entrave que é a dificuldade de organizar os trabalhadores nas cidades. Por que é tão difícil organizar o povo nas cidades?
É difícil porque historicamente não temos no Brasil tradição de organização popular. Pela própria formação histórica do Brasil, tivemos essa classe dominante de senhores de terra e de escravos durante séculos. A escravidão só acabou no final do século 19 e essa classe dominante brasileira conseguiu construir um aparato de Estado extremamente unificado e repressor que impediu qualquer movimento. Olhando a história do século 19 pipocaram movimentos populares, todos esmagados com uma violência gigantesca. Se olharmos para o século 20 a mesma coisa. Pelo estudos que eu fiz, o único movimento brasileiro que teve algumas características populares e que não foi derrotado, embora não tenha sido vitorioso, foi a Coluna Prestes. Eles não conseguiram derrotar, mas também não se conseguiu o objetivo que era tomar o poder, derrubar o presidente, mas conseguiu sair do Brasil sem ter sido derrotada e derrotou 18 generais do Exército brasileiro. Eu não conheço nenhum outro movimento de caráter popular que não tenha sido derrotado com muita violência. Então essa tradição é um peso muito grande que a gente carrega, dificulta muito. O brasileiro urbano não tem tradição de organização, já no campo surgiu o MST com o apoio da igreja com as comunidades de base, nos anos de 1980, que desempenharam um papel muito importante.

Nas cidades, os sindicatos brasileiros eram muito organizados e combativos. Em que momento houve foi essa ruptura?
Com o golpe de 1964, o que havia de combativo foi esmagado também. Aí os pelegos tomaram conta. Hoje a gente vê o movimento sindical basicamente na mão de setores que ao invés de serem lideranças dos trabalhadores acabam sendo defensores dos interesses da burguesia e do Estado. Esse é um problema muito sério que vai ter que ser vencido. Eu considero que que há algo novo nas greves que têm acontecido no último ano, greves importantes nas usinas do PAC que estão sendo construídas na Amazônia com a paralisação de trinta mil trabalhadores. Mas o que falta a esses movimentos grevistas? Lideranças de um partido revolucionário que estivesse lá para liderar esse movimento. São explosões. Explosões espontâneas acontecem, acabam e não vão pra frente.



Brasil de fato



Jornal Nacional pode ter infringido Lei Geral das Eleições

Edição do último dia 23 dedicou 18 dos seus 32 minutos a um especial sobre o mensalão, logo após o horário eleitoral gratuito; ONG Movimento dos Sem-Mídia decidiu entrar com representação junto à Procuradoria Geral Eleitoral e ao Ministério das Comunicações
26/10/2012
A edição do último dia 23 do Jornal Nacional, que dedicou 18 minutos a um especial sobre o mensalão, logo após o horário eleitoral gratuito, pode ter infringido a Lei Geral das Eleições. Presidida pelo blogueiro Eduardo Guimarães, a ONG Movimento dos Sem-Mídia, decidiu entrar com representação contra a Globo junto à Procuradoria Geral Eleitoral e ao Ministério das Comunicações, acusando a emissora da família Marinho, comandada pelo jornalista Ali Kamel, de agir de forma partidária, assim como ocorreu em 1989, na edição do debate entre Lula e Fernando Collor. Leia abaixo:
ONG representará contra Jornal Nacional na PGE e no Minicom
Até a insuspeita Folha de S.Paulo notou a cobertura desproporcional, ilegal e até criminosa que o Jornal Nacional fez da sessão de terça-feira (23.10) do julgamento do mensalão. Segundo a matéria em tela, o telejornal gastou 18 dos 32 minutos de sua edição com esse assunto. Abaixo, o texto da Folha.
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‘JN’ dedica quase 20 minutos a balanço do julgamento
DE SÃO PAULO
O “Jornal Nacional” da TV Globo, programa jornalístico mais assistido da televisão brasileira, dedicou ontem 18 dos 32 minutos de sua edição a um balanço do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal.
O telejornal exibiu oito reportagens sobre o tema, contemplando desde o que chamou de “frases memoráveis” proferidas no plenário do STF às rusgas entre os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandovsky, respectivamente relator e revisor do processo na corte.
O segmento mais “quente” do telejornal, dedicado às notícias do dia (debate do tamanho das penas e a decisão de absolver réus de acusações em que houve empate no colegiado) consumiu 3min12s.
O restante foi ocupado pelo resumo das 40 sessões de julgamento.
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Há, ainda, um agravante. O assunto foi ao ar no JN imediatamente após o fim do horário eleitoral, que, em São Paulo, foi encerrado com o programa de Fernando Haddad. E tem sido assim desde que começou o segundo turno – o noticiário do mensalão é apresentado pelo telejornal sempre “colado” ao fim do horário eleitoral.
O objetivo de interferir no pleito do próximo domingo em prejuízo do Partido dos Trabalhadores e dos outros partidos aliados que figuram na Ação Penal 470, vem sendo escancarado. Ontem, porém, essa prática ilegal chegou ao ápice.
A ilegalidade é absolutamente clara. Para comprovar, basta a simples leitura da Lei 9.504/97, a chamada Lei Geral das Eleições, que, em seu artigo 45, caput, reza que:
Caput – A partir de 1o de julho, ano da eleição, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário, conforme incisos:
III – Veicular propaganda política, ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus orgãos ou representantes; 
IV – Dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação;
V – É vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário, veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo que dissimuladamente (…)
Apesar de a Globo poder alegar que estava apenas reproduzindo um fato do Poder Judiciário, a intenção de usar as reiteradas menções dos ministros do Supremo Tribunal Federal ao Partido dos Trabalhadores é escancarada ao ponto de ter virado notícia de um jornal absolutamente insuspeito de ser partidário desse partido.
Conforme reza a lei, é vedada prática da qual o JN abusou, ou seja, fazer “Alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo que dissimuladamente”. Ora, de dissimulado não houve nada. O PT foi citado reiteradamente pela edição do JN de forma insistente e por espaço de tempo jamais visto em uma só reportagem.
A Lei Eleitoral recebe interpretação pela Justiça Eleitoral, ou seja, ela julga exatamente as nuances das propagandas, dos programas em veículos eletrônicos e até mesmo na imprensa escrita e na internet.
O uso de uma concessão pública de televisão com fins político-eleitorais também viola a Lei das Concessões, cujo guardião é o Ministério das Comunicações.
Diante desses fatos, comunico que a ONG Movimento dos Sem Mídia, da qual este blogueiro é presidente, apresentará, nos próximos dias, representações à Procuradoria Geral Eleitoral e ao Ministério das Comunicações contra a TV Globo por violação da Lei Eleitoral, com tentativa de influir em eleições de todo país.
Detalhe: será pedido ao Minicom a cassação da concessão da Rede Globo por cometer crime eleitoral
Por certo não haverá tempo suficiente de fazer a representação ser apreciada por essas instâncias antes do pleito, mas isso não elidirá a denunciação desse claro abuso de poder econômico com vistas influir no processo eleitoral. Peço, portanto, o apoio de tantos quantos entenderem que tal crime não pode ficar impune.



Mercado de trabalho brasileiro




Sábado, 27 de outubro de 2012

Este é o jogo político em curso, nitidamente de caráter distributivo, mas que infelizmente jamais será tratado de maneira objetiva nos grandes veículos de comunicação de massa

Guilherme C. Delgado

Recebo algumas indicações editoriais, às vezes frequentes, para comparar a situação econômica do Brasil com países do centro em crise – Europa e Estados Unidos. Há nessas indicações uma pergunta, sugestão ou afirmação indireta, de que o Brasil vai bem ou melhor que o resto do mundo. Agora a sugestão que recebo, após divulgação dos dados da PNAD-2011, é de explicar ‘por que o desemprego diminuiu e a renda média do trabalho aumentou’.
Vou enfrentar essa sugestão editorial, desde logo fazendo duas pequenas emendas: tratemos do mundo do trabalho e não apenas do mercado de trabalho e de um período maior que o último ano, confrontando o que se passou na última década com o que está por vir. Tudo evidentemente tratado de forma ultrassintética, de maneira a caber nos limites de um artigo jornalístico.
Na primeira década deste século, a que o ano de 2011 se agrega por similaridade, o emprego cresceu (e o desemprego diminuiu), de maneira muito mais significativa do que os próprios protagonistas da política econômica poderiam suspeitar. Basta lembrar de um fato eleitoral significativo da campanha presidencial de 2002. Serra e Lula anunciavam respectivamente metas ambiciosas de 7 e 10 milhões de empregos a serem criados no período do mandato em disputa (2003-2006). Mas os resultados do quadriênio e principalmente da década foram substancialmente mais elevados que a meta mais ambiciosa. Dobra o número de segurados contribuintes do INSS, atingindo no final da década 60 milhões de pessoas. E a remuneração da base da pirâmide (salários de um a três salários mínimos), sobre a qual se concentram pouco mais de 80% dos empregos criados, melhorou por duas razões: o mercado de trabalho foi expansivo e os direitos sociais, sob a forma de ‘benefícios sociais monetários’ e salário mínimo, exerceram o papel mais relevante na expansão da renda do trabalho. De 2000 a 2009 a renda do trabalho pula de 45,85% para 51,7 % da Renda Interna Bruta (que é igual ao PIB), segundo os dados já publicados pelo IBGE - Contas Nacionais. No mesmo período o agregado “Salários e Ordenados” vai de 32,2% a 35,6 % da Renda Interna Bruta.
Observe o leitor o peso significativo da política social na determinação da renda do trabalho e ainda o caráter concentrado na base da pirâmide para o fenômeno da expansão do emprego. Isto é de certa forma uma boa notícia mas também é problemático, porque para os níveis de escolaridade mais altas e níveis de remuneração também mais elevados (exemplo – maior que três até seis salários mínimos e maior que seis até dez salários mínimos) o ritmo da expansão dos empregos foi bem menor.
Como o espaço de um artigo é restrito para me alongar explicativamente sobre as causas do desempenho recente, vou direto ao segundo ponto. E daqui para a frente quais são as tendências mais prováveis do emprego e da renda do trabalho.
Responder a esta segunda indagação, também de forma muito sintética, requer que nos concentremos em três vetores co-determinantes: demografia, crescimento econômico e política social, com função distributiva.
O fator demográfico conta pontos em favor do ‘pleno emprego’ e até mesmo da ampliação do leque de inclusão em faixas salariais mais altas, porque o incremento de população em idade ativa (dos 16 aos 60 ou 65 anos) deve se reduzir, ainda que lentamente na atual década.
O sistema econômico, criando cerca de l,5 milhões de empregos novos ao ano, que é relativamente pouco se considerarmos o tamanho da População Economicamente Ativa atual – pouco mais de 100 milhões de trabalhadores -, daria conta de manter o nível de emprego alto, como o temos no momento.
Mas precisamos ter a atenção voltada para políticas que são muito importantes para perscrutar as tendências futuras do mercado de trabalho e das remunerações dos trabalhadores: a) o crescimento econômico que se projeta e persegue para o futuro próximo, b) a política de imigração de mão de obra que se venha a adotar, preventivamente à alegada escassez demográfica e c) o financiamento da política social. Essas determinações de política econômica e social estão sendo miradas em certos círculos conservadores, como vias de reversão das tendências muito incipientes de melhoria da distribuição funcional da renda. Este é o jogo político em curso, nitidamente de caráter distributivo, mas que infelizmente jamais será tratado de maneira objetiva nos grandes veículos de comunicação de massa.



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Facebook

Uma conta na rede social

 O site Infographic Labs reuniu em um infográfico as estatísticas mais recentes do Facebook. Entre as curiosidades, na América do Norte mais de metade da população tem uma conta na rede social. Um usuário em média gasta 20 minutos em cada visita e, diariamente, são postadas 250 milhões de fotos e o botão de “Curtir” é apertado 2,7 bilhões de vezes.
Em 2011, o faturamento do site foi de 1 bilhão de dólares. Pouco mais da metade desse valor vem de publicidade, e outros 12% tem origem nos games da produtora Zynga.

Câncer de mama


A defesa está em suas mãos

A herança genética não é o que mais importa para determinar o risco de ter câncer de mama. Os maus hábitos — esses, sim — são os grandes responsáveis pela maioria dos tumores mamários


Quando o câncer é recorrente na família, está mais do que justificada a angústia de rastreá-lo com rigor e frequência, a fim de se resguardar de um perigo iminente. "Mutações em genes supressores de tumor, como o BRCA1 e o BRCA2, elevam em até 60% o risco de desenvolver o problema no decorrer da vida", alerta o ginecologista Afonso Nazário, da Universidade Federal de São Paulo. Mas paira a dúvida: entre as mulheres que nunca conviveram com o tumor em casa, quantas se dedicam com afinco a proteger suas mamas? Nosso recado de prevenção é especialmente dedicado a esse nicho feminino, que muitas vezes nem se dá conta da ameaça. "Em oito de cada dez casos — ou seja, a maioria absoluta —, o tumor é o que chamamos de esporádico, ou seja, não tem relação alguma com antecedentes familiares", alerta o oncologista Ronaldo Corrêa, do Instituto Nacional de Câncer, no Rio de Janeiro. 


Já que o destino das glândulas depende, principalmente, dos hábitos de todo dia, cientistas mundo afora se esforçam para desvendar quais deles induzem e quais dificultam a eclosão da enfermidade. Começam a surgir revelações surpreendentes: a vitamina D, das castanhas e dos peixes, produzida pra valer quando tomamos sol, teria efeito protetor contra o câncer mamário. A descoberta é do epidemiologista francês Pierre Engel, do Instituto Gustave Roussy, que, durante uma década, analisou dados referentes a mais de 67 mil mulheres. "A forma ativa da vitamina, o calcitriol, regula o ciclo das células da mama, inibindo sua proliferação desordenada", explica Engel a SAÚDE!. 

Não à toa, a probabilidade de manifestar o nódulo maligno foi 32% menor em quem aliava o consumo do nutriente a banhos de sol regulares. Fica a dica: sair ao ar livre com braços e pernas descobertos por 15 minutos diariamente. Mas essa é apenas uma sugestão de uma lista de atitudes preventivas. O combate à barriga volumosa merece destaque, por seu potencial de destrambelhar as glândulas mamárias. "A adesão ao pacote de exercícios, alimentação balanceada e controle de peso já reduz em 28% o risco de câncer de mama", garante Corrêa.

Se fosse necessário apontar um culpado pelos tumores de mama, certamente a dupla de hormônios femininos estrogênio e progesterona estaria no banco dos réus. "Essas substâncias agem nos receptores das células mamárias, induzindo sua proliferação", explica Nazário. Obviamente, quanto maior o estímulo, maior a oportunidade para que essas unidades comecem a se multiplicar indiscriminadamente. Esse raciocínio explica por que as mudanças no planejamento familiar ao longo dos anos colaboraram com o aumento paulatino na incidência do tumor. "Devido à conquista do mercado de trabalho, a mulher de hoje decidiu diminuir a prole e deixou para engravidar em idade mais avançada", reflete Nazário. Isso faz com que ela tenha mais ciclos menstruais durante a vida, ampliando a exposição hormonal. Pelo mesmo motivo, a menarca precoce e a menopausa tardia, após os 50 anos, entram no rol dos fatores de risco. 

Mas, se é inviável controlar esses aspectos socioculturais e biológicos, o jeito é incentivar a reversão de costumes negativos e o investimento nos positivos. A intenção segue a mesma: reduzir o aporte de hormônios nas glândulas e manter o funcionamento dos genes em equilíbrio, garantindo que as células se repliquem em harmonia.

TRATAMENTOS HORMONAIS 
A pílula anticoncepcional não é motivo de preocupação, já que as formulações atuais são de baixa dosagem e seguras. "Mas, embora em quantidades ínfimas, o hormônio sintético é 200 vezes mais potente que o natural", ressalva Nazário. Mesmo assim, a restrição de uso só se aplica a mulheres com forte histórico familiar de câncer de mama ou com mutações de BRCA1 e 2 diagnosticadas. Discuta com seu ginecologista. Com a terapia de reposição hormonal — prescrita para atenuar sintomas da menopausa —, a situação muda de figura. "Existem evidências de que, após cinco anos de uso, os riscos de desenvolver o tumor de mama aumentam significativamente", alerta a mastologista Maria do Socorro Maciel, do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. "Por isso, o medicamento só é indicado para alívio de sintomas e com rigoroso acompanhamento médico", completa. 

OBESIDADE 
Eis uma inimiga em potencial, sobretudo após a menopausa. Quando a mulher deixa de menstruar e, portanto, encerra a fabricação de estrogênio, ele para de atuar de forma nociva nas mamas. É aí que a gordura periférica das obesas entra em cena para bagunçar o organismo. "Nessa fase, uma enzima da glândula suprarrenal, a aromatase, inicia sua atuação, convertendo a gordura em hormônio, que passa a ter atividade estrogênica no tecido mamário", esclarece a mastologista Maira Caleffi, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Em outras palavras, o inconveniente ganha prorrogação por tempo indefinido, até que a iniciativa de enxugar a silhueta ganhe contornos reais.

SEDENTARISMO 
Para início de conversa, ficar parado dá uma força ao acúmulo de quilos extras. Esse, por si só, é um bom argumento para mexer o corpo. Sem falar nos benefícios indiretos do exercício. "A atividade física diminui o colesterol, matériaprima para a produção de estrogênio", afirma o bioquímico Roberto Burini, do Centro de Metabolismo em Exercício e Nutrição da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, interior de São Paulo. "A ginástica também fortalece soldados do sistema de defesa chamados natural killers, uma proteção natural contra células defeituosas", acrescenta Maira. Vale a recomendação de sempre: 30 minutos de exercícios aeróbicos moderados, de três a cinco vezes por semana. 

ABRIR MÃO DE AMAMENTAR 
Outro equívoco de quem prioriza a saúde. Além de proporcionar um bem danado ao recém-nascido, "o aleitamento durante seis meses promove uma esfoliação interna das células da mama, renovação que favorece a eliminação de eventuais unidades precursoras de tumor", justifica o nutricionista Fabio Gomes, do Instituto Nacional de Câncer. 

CONSUMO DE ÁLCOOL 
"Existem inúmeros estudos que correlacionam a ingestão de bebidas alcoólicas à doença", diz Maira. "Ultrapassar três drinques semanais já é considerado arriscado, segundo as evidências", avisa. Nem é preciso falar que a situação só piora com o aumento dos goles.

ALIMENTAÇÃO 
Ainda não existe consenso em relação a alimentos que exerçam influência direta na prevenção ou na ocorrência do câncer de mama. "Mas, em geral, frutas, legumes e verduras contêm substâncias antioxidantes, que ajudam a combater os radicais livres", lembra Fabio Gomes. Ele se refere a moléculas que se formam naturalmente no organismo e que dão um empurrãozinho para o aparecimento de tumores. Além disso, o nutricionista ressalta que itens muito calóricos, como os cheios de açúcar e gordura, estão por trás da temida obesidade. "Uma alimentação inadequada também instiga a resistência à insulina, condição que estaria associada ao câncer, embora não saibamos ainda o mecanismo que explique essa relação", conclui Maria do Socorro. Por isso, a tão preconizada alimentação balanceada é mais uma vez bem-vinda. 

ESTRESSE, DEPRESSÃO E ANSIEDADE 
Além de contribuir com uma alimentação desregrada e diminuir o pique para a atividade física, os especialistas já sabem que o abalo emocional é capaz de detonar o sistema imunológico. "Daí que as unidades de defesa perdem sua habilidade de reparar células que sofreram mutação, abrindo a guarda para sua multiplicação anormal e o nascimento de um tumor", explica Nazário. 

DNA EM PANE. O QUE FAZER? 
E quanto àquele grupo que herda as mutações genéticas, será que há luz no fi m do túnel para essa gente também? A resposta é sim. "Mulheres que apresentam casos múltiplos de câncer de ovário ou de mama entre familiares tendem a apresentar mutações de BRCA1 e 2", diz Nazário. Nessa situação, é prudente recorrer a um aconselhamento genético. Trata-se de um exame capaz de apontar esses defeitos, que significam uma grande propensão de manifestar o nódulo. Depois de conversar com a paciente sobre suas intenções de engravidar, o médico costuma oferecer três alternativas. "A retirada dos ovários promove uma redução de 50% no risco de apresentar o tumor de mama. Já a remoção preventiva das glândulas mamárias aumenta essa proteção para 90%", afirma o ginecologista. Existe, ainda, a opção de preservar os ovários e as mamas, contanto que a mulher se submeta a um acompanhamento semestral criterioso (confira as orientações na tabela à esquerda). 

DETECÇÃO PRECOCE 
Não importa se você integra a ala feminina majoritária, que só precisa andar na linha para escapar do problema, ou se carrega no DNA uma vulnerabilidade que exige mais cautela. A orientação para todas as mulheres é a mesma, e se resume a duas palavras: prevenção e atenção. Assim, mesmo se todo o seu esforço em viver de maneira saudável falhar, o diagnóstico prematuro do câncer garantirá um tratamento sem grandes traumas e consequências. Em nome da qualidade de vida e da autoestima, essa é uma precaução que não pode faltar.

UM TUMOR EM ASCENSÃO 
Mudanças no comportamento reprodutivo e nos hábitos femininos coincidiram com o aumento da prevalência do câncer de mama no Brasil nas últimas décadas. "Dados de Goiânia, em Goiás, que foram coletados entre 1980 e 2010 e são considerados referência no país, revelam um crescimento de 200 a 300% na incidência da doença nesse período", divulga Afonso Nazário. Embora seja difícil apontar com precisão os responsáveis pelo crescimento espantoso da doença, é indiscutível que, ao longo dos anos, as mulheres passaram a ter menos filhos e a engravidar mais tardiamente, o que favorece o mal (veja a explicação na página seguinte). "O estresse, a depressão e a obesidade também estão entre os percalços do cotidiano moderno associados ao descompasso celular", ressalta Nazário.

ANÁLISE DE RISCO 
O rastreamento do tumor de mama deve se intensificar de acordo com a probabilidade de ele dar as caras 

›› Sem histórico na família: a mulher deve se submeter a uma mamografia por ano a partir dos 40, já que 97% dos casos nesse grupo surgem após essa idade. 

›› Com um episódio familiar: quem tem uma tia diagnosticada com um câncer de mama, por exemplo, não necessariamente vive na iminência de herdar alterações genéticas. Mas, pelo sim, pelo não, é indispensável antecipar a primeira mamografia para os 35 anos e seguir com o acompanhamento anual.

›› Com mutação nos genes BRCA1 e 2 diagnosticada: essas pessoas requerem vigilância reforçada. A palpação no consultório deve ser realizada com um intervalo menor, a cada seis meses. Já o rastreamento anual é feito por meio de ressonância magnética, que, extremamente sensível, é capaz de detectar modificações mínimas, imperceptíveis em outros aparelhos.

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

SONHOS DA MENINA


SONHOS DA MENINA – CECÍLIA MEIRELES

Sonhos da Menina
A flor com que a menina sonha
está no sonho?
ou na fronha?
Sonho
risonho:
O vento sozinho
no seu carrinho.
De que tamanho
seria o rebanho?
A vizinha
apanha
a sombrinha de teia de aranha…
Na lua há um ninho
de passarinho.
A lua com que a menina sonha
é o linho do sonho
ou a lua da fronha?
                                                             
                                                                          Cecília Meireles                                       

Alegria






Historia de um cão


MEU CACHORRINHO


Tenho um cachorrinho muito travesso,
a minha alegria ele realmente extravasa,
quando brinco com meu cãozinho esqueço
que sou a única criança que existe lá em casa. 

Uma criatura melhor que ele desconheço.
Meu auauzinho é meu anjo canino sem asa,
protege minha pessoinha com tal apreço
que a reciprocidade do meu ser por ele vaza.

Ele é um cachorrinho,digamos, do tipo comum
quero dizer que ele não tem pedigree nenhum
é apenas um cãozinho sem raça,um vira-lata

Amizade para mim é mais valiosa que um ouro,
esse amado doguizinho é o meu maior tesouro;
juro que falo verdade e não uma simples bravata.

⊱O Filho da Poetisa⊰

Mais conto


MINIBIOGRAFIA DO GRILO FALANTE

Que saudade tenho de quando era humano!
Morava num famoso templo da Grécia antiga
Meu oráculo não cometia se quer algum engano;
Era um sacerdote que o homem aos deuses religa.

Chamava-me Teófilo. Meu nome significa amigo de deus.
Dominava todo tipo de ciência, inclusive a pura alquimia,
Mas eu fui obrigado a me exilar da Grécia, graças a Zeus,
Por mais um caso extraconjugal a Hera que ele cometia.

O deus dos deuses ordenou-me para eu ficar ao seu lado
e desmentisse tudo se a sua esposa Juno me interrogasse,
Se naquela hora falasse não para o deus Júpiter seria aniquilado,
Embora (conhecendo a esposa de Zeus) apenas minha morte adiasse.

Dando-me proteção, deus Júpiter colocou-me a custódia do deus Apolo.
Para dificultar o trabalho da deusa Hera, Zeus me transformou num grilo.
Na certeza de que a deusa Juno não praticasse contra mim qualquer dolo
O deus Febo conduziu-me pro Egito antigo, país potente do grande rio Nilo.

Lá fui acolhido pelo Thoth, um dos criadores do mundo primevo e deus escriba.
O deus Thoth ensinou à humanidade viver na terra primitiva e também a escrita;
Foi quem me devolveu a fala e o raciocínio intelectual. Desse modo meu ser iliba...
Quanto à minha aparência de grilo, infelizmente não pôde mudar a minha desdita.

A partir daí o nome Teófilo cai no esquecimento de todos e surge o Grilo Falante.
Em nome do amor ao próximo, fiquei com o boneco Pinóquio até ele virar gente
Atualmente moro numa outra terra mágica. Do mundo dos humanos é distante,
Muito distante. Gosto daqui. As fadas me acolheram de maneira aconchegante.

Minha vida não é simples; deu para perceber. É aventura atrás de aventura.
Não quero nunca ser herói. Ter uma vida simples é o que realmente gostaria.
Do seu destino ninguém foge. A única saída é segui-lo de forma bem madura.
Tem sido assim também, nessa terra encantada de nome Portal dos Sonhos e Magia.

Conto e reconto


UM SAPO “GALINHA”





Moça, beija-me e virarei um príncipe encantado.
Que isso, seu sapo! Não sou nenhuma princesa!
A fim de que o seu encantamento seja quebrado,
precisa de um beijo de amor que vem da realeza.

Não tenho sangue azul, sou uma plebeia somente;
A não ser que mentem os livros dos contos de fadas...
Um duro rolo de macarrão acerta o sapo de repente.
Minha fêmea, Chega! Eu não quero mais pancadas!

Então, meu imoral marido, proceda como ser casado!
Moça, desculpe-me pela cena de violência. Entenda
A minha situação. Sou casada com esse anuro tarado.
Ele dá em cima de tudo quanto é fêmea, não emenda.

Esse sapo já namorou todas as fêmeas que têm no brejo.
Depois que ele ouviu de alguém uma absurda estória
de um sapo se transformar num príncipe com um beijo
não tirou mais essa baboseira ridícula de sua memória.

Usando de má fé, meu obsceno esposo utiliza tal fantasia
Pra enganar belas fêmeas humanas, inocentes como você.
Senhora sapo-fêmea, um ótimo ingrediente de bruxaria
Seu cônjuge pode ser; tal destino qualquer bruxa antevê.

Pare com essa ideia horripilante, minha querida humana.
Deixe-me em paz! Não vou incomodá-la! Já aprendi a lição.
Não existe ninguém no mundo digno do amor que emana
do meu ser. Ouviu bem, humana? Ninguém, sem exceção!

Quanto a você, sapo fêmea, não quero e nem vou mais apanhar.
Nosso casamento termina por aqui. Quanto aos nossos filhotes,
você não vai criá-los sozinha. Fique tranquila, pois irei lhe ajudar.
Se você me amasse de verdade, não me daria tantos piparotes.