sexta-feira, 6 de março de 2015

Imagens Históricas

Mão de um faminto

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Por Diego Vieira - A imagem registrada por Mike Wells em abril de 1980, mostra a mão de um faminto menino ugandense na mão de um missionário. Wells tirou a foto em Karamoja, um distrito de Uganda. Mais tarde, ele enviou a foto para publicação, mas esta permaneceu inédita, pois a editora, ao invés de publicá-la, enviou a foto para a competição internacional World Press Photo. E a fotografia ganhou o prêmio. Porém, Mike Wells ficou extremamente envergonhado por ter feito a fotografia de uma criança morrendo de fome. Ele mesmo não tinha intenção de inseri-la em uma competição, pois era contra vencer disputas como essas com imagens de famintos pobres.


Há 19 anos falecia Charles Bukowski

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Por Diego Vieira - A imagem mostra uma das suas famosas leituras públicas em universidades.Henry Charles Bukowski Jr foi um poeta e romancista nascido na Alemanha. Sua obra despudorada, com descrições de porres e relacionamentos fugazes, fascinaram gerações. Um lar desestruturado e a humilhação de ter um rosto deformado levaram-no a fugir de casa. Foi quando descobriu duas coisas que tornaram a sua vida suportável: o álcool e os livros. Iniciou então uma vida errante, bebendo e escrevendo freneticamente.

Elementos como repulsa, nojo, ódio, amor, paixão e melancolia inspiraram Bukowski, que passou a vida no submundo dos Estados Unidos. Mostrava em cada texto seu um pouco da vida do “Velho Safado”. Fazia uso da simplicidade dos fatos corriqueiros, convertendo o cotidiano em obra de arte. Bukowski transitava em um mundo atormentado e distorcido, fora dos padrões de comportamento.
Sua obra repercutiu tanto que algumas foram adaptadas para o cinema. Inclusive, o próprio Bukowski recebeu convites para escrever roteiros, apesar de assumir que não gostava de filmes. Por anos, uma de suas principais atividades foi a leitura pública de suas poesias em universidades e eventos culturais. Sua leitura debochada às vezes provocava escândalos e brigas com a plateia. Já nos anos 1980, Bukowski desfrutou de certa fama. Morreu de leucemia aos 73 anos e em seu túmulo se lê “Don’t Try” (Não Tente)
Surgiram herdeiros do estilo ácido e cafajeste de sua linguagem, porém poucos vivenciaram e permaneceram com naturalidade na sarjeta como Bukowski, fazendo dela, sua fonte de inspiração. De todo aquele inferno imundo e fedido, ele fez o seu paraíso. Afinal, segundo ele próprio explicando a escolha dessa profissão: “Sou um alcoólatra que virou escritor para ficar na cama até o meio-dia”.


We Can Do It!

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Por Diego Vieira - “We Can Do It!” é um cartaz de propaganda de guerra, produzido por J. Howard Miller, em 1943, para a Westinghouse Electric como uma imagem inspiradora para elevar o moral dos trabalhadores. O cartaz foi criado a partir da foto de uma trabalhadora de uma fábrica de Michigan, chamada Geraldine Hoff, que na época tinha apenas 17 anos. O cartaz foi visto muito pouco durante a Segunda Guerra Mundial. Só foi redescoberto no início de 1980 e amplamente reproduzido em muitas formas, sempre com a figura emblemática de um trabalhadora feminina e forte. O “We Can Do It!” foi usado para promover o feminismo e outros temas políticos.
Após o ataque japonês a Pearl Harbor, o governo dos EUA chamou os fabricantes a produzir maiores quantidades de bens de guerra. A atmosfera do local de trabalho em grandes fábricas muitas vezes era tenso por causa do ressentimento entre a administração e os sindicatos ao longo dos anos 1930. A administração de empresas como a General Motors (GM), procurou minimizar o atrito passado e incentivar trabalho em equipe. A GM produziu um cartaz de propaganda em 1942 mostrando o trabalho e o ato de arregaçar as mangas, para a manutenção de uma taxa constante de produção de guerra. O cartaz dizia: “Together We Can Do It!”. Na criação de tais cartazes, as empresas queriam aumentar a produção tornando popular o sentimento pró-guerra. O vermelho e o branco na foto, e a roupa azul foi uma chamada sutil ao patriotismo, tática frequente de comitês de produção das empresas de guerra.
Após a sua descoberta, considera-se frequentemente que a imagem sempre foi usado como uma chamada para inspirar mulheres trabalhadoras para participar do esforço de guerra. No entanto, durante a guerra, a imagem era estritamente interno à fábrica Westinghouse, exibido somente em fevereiro de 1943, e não era para recrutamento, mas para exortar as mulheres já contratados para trabalhar mais.
As feministas e outros grupos têm aproveitado a atitude edificante da mensagem para refazer a imagem em muitas formas diferentes. O cartaz foi re-apropriado para promover o feminismo, pois as feministas viram na imagem uma encarnação de poder feminino. O “Nós”, foi entendido como “Nós, Mulheres”, unindo todas as mulheres em uma luta contra a desigualdade de gênero.
Hoje, a imagem se tornou muito conhecida, muito além de sua finalidade estritamente definida durante a Segunda Guerra Mundial. Ele hoje decora camisetas, tatuagens, copos de café, entre outros produtos. Foi usado em 2008 por alguns ativistas que trabalhavam para eleger Sarah Palin, Ron Paul e Hillary Clinton. Paródias da imagem tem incluído mulheres famosas, homens, animais e personagens de ficção.


Juiz Odilon de Oliveira: o magistrado mais ameaçado do Brasil

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Por Diego Vieira - O juiz Odilon de Oliveira, de 56 anos, atualmente dorme em um colchonete no chão no fórum da cidade, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados. Oliveira é juiz federal em Ponta Porã, cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e está jurado de morte pelo crime organizado. Sai do seu local de trabalho somente quando estritamente necessário, e sob forte escolta. Em apenas um ano, o juiz condenou 114 traficantes e ainda confiscou seus bens. Como aqueles que colocou atrás das grades, ele perdeu a liberdade:”’A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.”
Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte. “Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.” O jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. “Estou valorizado”, brinca. Foi quando recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado.
Desde junho de 2011, quando assumiu a vara de Ponta Porã, ponto de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do Brasil, as organizações criminosas tiveram severas baixas. Nos últimos meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no país. Oliveira também confiscou 12 fazendas, num total de 12.832 hectares , 3 mansões, 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, todos comprados com dinheiro das drogas.
Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Mas por fim, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. “No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.” É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou seu quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonetes, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro.
A sua família, que ia se mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça uma marmita, comprada em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. “Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada.”
Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai com a escolta. ‘Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.” Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu ‘bunker’, auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, prossegue distribuindo sentenças.
Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o “rei da soja” no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Fernandinho Beira-Mar. “As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.”
O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha “dever de ofício” enfrentar o narcotráfico. “Quem traz mais danos à sociedade é o mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança.”


A morte à espreita

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A imagem foi registrada em 1993, enquanto Kevin Carter fazia uma cobertura sobre a fome na África. A criança sudanesa, caída no chão, vítima de grave subnutrição, mal tinha forças para se levantar e chegar ao campo de alimentação das Nações Unidas, e próximo dela, um abutre esperava pacientemente sua refeição do dia. O som de choro atraiu Carter até a criança sudanesa. A menina havia parado para descansar ao esforçar-se para chegar a um centro de alimentação, onde um abutre tinha pousado próximo. Ele disse que esperou aproximadamente 20 minutos, esperando que o abutre abrisse suas asas. Não o fez. Carter tirou a fotografia e perseguiu o abutre para afastá-lo. Entretanto foi criticado por somente estar fotografando e não ajudando a pequena menina.
A foto foi vendida ao The New York Times onde apareceu pela primeira vez em 26 de março de 1993. Praticamente durante a noite toda centenas de pessoas contactaram o jornal para perguntar se a criança tinha sobrevivido, levando o jornal a criar uma nota especial dizendo que a menina tinha força suficiente para fugir do abutre, mas que o seu destino final era desconhecido.Ela rendeu ao fotógrafo o Prêmio Pulitzer em 1994, mas cobraria alto preço daquele momento em diante, enquanto muitos, inclusive outros fotógrafos, o criticavam, comparando Carter ao abutre da imagem, ambos se “alimentando” do sofrimento de uma criança.
Segundo Carter, após conseguir a memorável foto, o abutre foi afastado e a criança seguiu cambaleante seu caminho, mas ainda assim, não apenas esta foto, mas todas as outras capturadas pelas lentes de sua máquina o perseguiam.A fome, a miséria, e a lenta agonia do povo africano estavam cravadas em sua retina, e Carter não pode suportar este peso por muito tempo, sendo arrastado para uma depressão profunda.
Dois meses depois de ganhar o Pulitzer, amargava fracassos em trabalhos e problemas financeiros. Em 27 de julho de 1994 (1 ano e 4 meses depois de ter fotografado o acontecimento), Carter levou seu carro até um local da sua infância e suicidou-se utilizando uma mangueira para levar a fumaça do escape para dentro de seu automóvel. Ele morreu envenenado por monóxido de carbono aos 33 anos de idade. Parte da nota de suicídio de Carter dizia:
“Eu estou depressivo… sem telefone… dinheiro para o aluguel… dinheiro para o sustento das crianças… dinheiro para as dividas… dinheiro! Eu estou sendo perseguido pela viva memória de matanças, cadáveres, cólera e dor… pelas crianças famintas ou feridas… pelos homens loucos com o dedo no gatilho, mesmo policiais, executivos, assassinos…”


Reis

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Provavelmente essa fotografia é a que mais conseguiu reunir reis em todos os tempos. Estavam presentes os reis da Noruega, Bulgária, Portugal, Alemanha, Grécia, Bélgica, Espanha, Grã-Bretanha e Dinamarca para marcar o luto pela morte do Rei Eduardo VII do Reino Unido, em 1910.


Cela Móvel

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Um policial aparece em sua Harley Davidson levando um preso em uma cela móvel acoplada na moto, em 1921.


Despedidas

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Soldados beijam suas namoradas antes de partirem durante a Segunda Guerra Mundial.


1912 – Última fotografia do Titanic antes do naufrágio

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Década de 1940 – Uma das raras imagens de Anne Frank


1950 – Albert Einstein relaxa de pantufas

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A cabeça da Estátua da Liberdade sendo desembalada

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Martin Luther King e seu filho removendo uma cruz queimada do seu quintal, 1960

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Elvis Presley no exército, 1958

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Desastre com o dirigível Hindenburg. 6 de maio de 1937

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Golpe de 1964

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O ex-presidente João Goulart, mais conhecido como Jango, deposto da Presidência da República pelo golpe militar de 1964, na Vila Militar do Rio de Janeiro em maio de 1965


Pintura da Torre Eiffel – 1932

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Nikola Tesla em seu laboratório, sentado atrás do seu “Transmissor de ampliação”

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Salvador Dali beija a mão de Raquel Welch depois de terminar seu retrato famoso – 1965

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Fusilamento

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Georges Cego, um membro da resistência francesa, sorrindo para um pelotão de fuzilamento alemão em 1944


Compras

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Audrey Hepburn faz compras com seu veado de estimação em Beverly Hills, 1958


O Selo

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O Selo Unbroken no túmulo de Tutankhamun, 1922 (3245 Anos sem nenhum contato humano)


Traje de passeio

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Hitler com trajes de passeio de finais de semana. Ele costumava passear no parque


Uma das Primeiras Fotos do Mundo

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Esta foto foi capturada em 1847, por Louis Daguerre, na França. Representa uma das primeiras imagens do mundo, o Daguerreótipo (processo fotográfico feito sem uma imagem negativa) de Adolphe Humbert de Molard, feita por Louis Daguerre.


Billy the Kid

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Esta foto foi capturada em 1879. William “Billy the Kid” Henry Bonney (pseudônimo de William Henry McCarty, Jr; 23 de novembro de 1859-14 de julho de 1881) foi um pistoleiro e ladrão de gado e cavalos norte-americano. Membro do grupo de delegados conhecido como Os Reguladores de Lincoln, buscava vingança pela morte de seu patrão, John Henry Tunstall. Foi morto aos 21 anos de idade por Pat Garrett um caçador, agente alfandegário e xerife da cidade de Lincoln. Na imagem acima, única foto comprovada.


Cabeças Cortadas

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A famosa imagem das cabeças cortadas expostas na escadaria da Prefeitura de Piranhas, Alagoas, em 28 de julho de 1938, o dia da emboscada fatal na Fazenda de Angico, Sergipe, quatro quilômetros distantes dali. “Cabeças em simetria, algumas apoiadas por calços de pedra, cabelos desgrenhados, feições rígidas, olhos fechados. A ordem de apresentação do escalão é inversa e quebra a hierarquia que tiveram em vida. No plano mais baixo, isolada, a cabeça de Lampião; acima a de Maria Bonita tendo à direita a de Luís Pedro e à esquerda Quinta-Feira; degrau acima, as cabeças dos cangaceiros Mergulhão (E), Elétrico e Caixa de Fósforo; no plano mais alto, as cabeças de Enedina (E), Cajarana, um cangaceiro não identificado, dito “desconhecido” e o cangaceiro Diferente.”


Maria Bonita e Lampião 1936

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