sexta-feira, 6 de março de 2015

Novelas brasileiras têm impacto sobre os comportamentos sociais

Será tudo uma simples coincidência? Pesquisas demonstram como novelas moldam a sociedade brasileira.Foram realizados dois estudos com base em 115 novelas exibidas às 19hs e às 20hs, pela Rede Globo, entre 1965 e 1999, sendo a primeira “Rosinha do Sobrado” e a última “Vila Madalena”. Os estudos: Novelas e fertilidade: evidências do Brasil (2008) e Televisão e divórcio: evidências de novelas brasileiras (2009), indicam que o índice de fertilidade diminuiu drasticamente de 1970 até 2000 em locais onde o sinal da emissora chegava sem problemas: “a taxa total de fecundidade foi de 6,3 em 1960, 5,8 em 1970, 4,4 em 1980, 2,9 em 1991 e 2,3 em 2000” uma queda de mais de 50% em 40 anos, sendo que esses números continuam caindo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esses números, como demonstra a pesquisa, convergem com a insistência dos autores em criar histórias nas quais as protagonistas são mulheres bem sucedidas, pois são independentes, podem trabalhar e, por isso, não querem ser mães, não se prendem a sua casa e ao “companheiro”. Esse tipo de personagem aparece constantemente nas novelas da rede globo.
Na recente novela das 18hs, “Lado a Lado”, o divórcio era um dos temas chaves da trama.
Desse modo, segundo o censo de 2010, “a taxa de fecundidade (número médio de filhos que teria uma mulher ao final do seu período fértil) caiu de 6,16 em 1940 para 1,90 em 2010, portanto, abaixo do nível de reposição, que é de 2,10 filhos por mulher.” Isso significa que, atualmente, e cada vez mais rápido, a quantidade de crianças que nasce não é suficiente para manter a população estável.
Além disso, nos lugares onde se captava o sinal da emissora, aumentava o número de divórcios. Menos filhos, mais separações: eis a ideia de família que se constrói a partir das novelas.
Em uma entrevista a Época, Alberto Chong, quando questionado sobre a influência das novelas em relação ao aumento do número de divórcios, respondeu: “Estima-se que as taxas aumentaram de 3,3 em cada cem casamentos em 1984 para 17,7 em 2002, mais do que em qualquer outro país latino-americano [...] Nosso estudo avança na hipótese de que os valores da televisão, mais precisamente das novelas, contribuíram de fato para esse aumento, principalmente a partir do momento em que no Brasil há um alcance desse tipo de programa como em nenhum outro país. A novela é, de longe, a maior atração da TV e é veiculada pela Rede Globo, que tem mantido um domínio quase absoluto do setor por cerca de três décadas. Percebemos que, quando a protagonista de uma novela era divorciada ou não era casada, a taxa de divórcio aumentava, em média, 0,1 ponto porcentual.”

A ofensa direta aos cristãos e a aceitação do público


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Isso sem contar as novelas que abordam temas de âmbitos gerais e religiosos para não parecerem totalmente antagônicas e deturpadoras como foi o caso de “América”, em que se mostravam imagens de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Guadalupe ao mesmo tempo em que uma personagem da novela, evangélica, era uma promíscua disfarçada. Além disso, abordava-se, mais uma vez, um casal homossexual que gerou polêmica e curiosidade do povo sobre a possibilidade de um primeiro beijo no horário nobre.
Em América, de Glória Perez, Nossa Senhora Aparecida aparecia em muitas cenas, ao mesmo tempo em que a novela abordava temas anti-cristãos.
“Provado pelos dois estudos e pelos olhos de qualquer cidadão que observe os vínculos de uma noveleira de plantão, não há dúvidas de que as novelas cumprem papel exclusivo na construção da mentalidade do povo brasileiro.”
As novelas moldam a moralidade, geram tendências sociais e nada está errado? Será que ninguém parou para pensar que tanto os autores quanto o canal da televisão podem abordar temáticas morais do modo como eles bem entenderem?
“Os autores se servem de realidades particulares e cotidianas para sensibilizar o público e depois, quando veem boa aceitação das histórias, direcionam as ações das personagens para o que querem que seja aceito, seja bem visto, polemizado e comentado pelo público geral.”

A implantação do ideais homossexuais através das novelas


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Passemos, então, para uma análise dessa realidade. Além da fertilidade e do divórcio abordados na pesquisa do Banco Interamericano, outro assunto está em destaque, cada vez mais acentuadamente, nas novelas da Globo: o homossexualismo. E não é de hoje.
Desde a década de 90, em novelas como “Suave Veneno” e “Torre de Babel” o tema é explorado sutil e constantemente pelos autores que perdem, a cada nova roupagem, os limites e a ousadia nas cenas.

Nova agressão moral já está para sair


E, para este ano de 2013, a nova novela do horário nobre, com previsão para estrear no fim do semestre, irá falar sobre a história de dois homens que vivem como um “casal” e que tem uma filha, num triângulo amoroso em que um deles se apaixona por uma mulher, segundo a imprensa diária. Walcyr Carrasco, o autor dessa novela, estaria buscando explorar o tema da bissexualidade que é pouco tratado em novelas. (Como se fosse um comportamento moral exemplar e fundamental e não mais uma conduta imoral. Para ele deve essa conduta ser absolvida pelo povo, do mesmo modo como fizeram com a fertilidade, o divórcio, o homossexualismo, a poligamia…)
Essa constatação é reconhecida também por líderes do movimento LGBT, como salientou o próprio deputado federal Jean Williams: Nós entendemos que a telenovela faz parte das práticas de significação e dos sistemas simbólicos por meio dos quais os sentidos são produzidos e os sujeitos são posicionados, ou melhor, entendemos que a telenovela é representação, e como toda representação, ela não apenas reproduz a realidade, mas também a produz, isto é, desencadeia (re)ações entre os telespectadores. Por isso, não a descartamos.”
É interessante, contudo, notar que as novelas exploram características fundamentais da sensibilidade humana, apelam para aspectos nos quais os homens se envolvem naturalmente, tais como: justiça, amor e liberdade.
Assim, é muito mais fácil conquistar o interesse e a curiosidade do telespectador com as tramas. Entretanto, os autores sabem direitinho como perverter esses valores humanos, transformando-os em justificativas para legitimar o liberalismo (i)moral que reaparece em todos os personagens principais: “o importante é ser feliz e ninguém pode julgar os seus atos”. Desde que o personagem não maltrate os outros, nem os animais e nem ligue para bens materiais, pode fazer tudo que quiser.
Daí, consequentemente, a personagem que influencia milhares de pessoas pode passar por cima de si mesmo, de sua integridade, daquilo que seus pais lhe ensinaram, e da sua própria consciência do que é certo ou errado. Trocando em miúdos: a perversão total da ideia de família.
E, é claro, aqueles que buscam defender os verdadeiros valores e princípios morais e éticos, são os vilões hipócritas e frustados que reportam aos outros sua infelicidade (tenho certeza que até aqui o leitor já pode identificar dezenas de personagens das novelas que se lembra ao longo de sua vida).
Quer um exemplo? Quais personagens que se posicionaram contra a união homossexual foram mocinhos nas tramas? Nenhum. São sempre os vilões preconceituosos que não admitem a felicidade alheia ou pessoas desinformadas que, aos poucos, são conquistadas pelas personagens e passam a aceitar a história de “amor” e “superação” do “casal”. Sempre a mesma coisa…
Ao mesmo tempo, o padre babão e interesseiro, o seminarista homossexual que tem medo de se assumir, a beata fofoqueira e a religiosa pervertida que são constantemente retratados, sempre ridicularizados, são meramente o “retrato da sociedade” e não há nada de preconceituoso, claro que não!
“Mulheres apaixonadas”, 2003, Estela seduzia Padre Pedro e no fim da trama os dois ficaram juntos.

Quem são, na realidade, os preconceituosos?


Neste caso, nenhum autor muito atento às minorias, aos direitos e às liberdades humanas está preocupado, não é? Seria interessante saber se esses autores que tanto falam sobre religiosos conhecem, de verdade, as obras de religiosos, os trabalhos de comunidades inteiras e a vida de devoção de milhares de pessoas… Em relação a esses insultos à religião, principalmente ao cristianismo, aponta, sutilmente, Chong: “Há, de forma recorrente, a crítica à religião, ao machismo e ao consumo de luxo e a ideia de que a riqueza e o poder não trazem felicidade. A família está no centro dessas transformações.”
Se fosse recorrente uma crítica ao homossexualismo, ao ateísmo e ao desarmamento, com certeza, todos estariam muito preocupados com os direitos humanos e cobririam as novelas de críticas.
Personagens Católicas que apareciam como frustadas e hipócritas. “Gabriela” – 2012.
Vale lembrar, contudo, que o autor da próxima trama das 21h que abordará o tema da bissexualidade, se declara católico. Foi ele quem escreveu “A Padroeira”, em 2001, mas também “Alma Gêmea” em que a história principal se baseava em torno do espiritismo. Não hesita em colocar padres corruptos em suas tramas nem em tratar de questões que vão diretamente contra a Igreja Católica.

A subversão


novelas destroem


Os autores se servem de realidades particulares e cotidianas para sensibilizar o público e depois, quando veem boa aceitação das histórias, direcionam as ações das personagens para o que querem que seja aceito, seja bem visto, polemizado e comentado pelo público geral. Foi exatamente assim, por exemplo, que se deu a divulgação maciça da ideia de “homofobia” aberta e direta entre a população, como reconheceu o deputado Jean Williams:
“No que diz respeito à representação de homossexuais mais próxima da realidade dos fatos e a serviços prestados à cidadania LGBT, Insensato coração é a melhor novela já exibida pela Globo. Foi ela que sustentou, na esfera pública, a denúncia dos crimes de ódio contra homossexuais.”
Rodrigo e Hugo, em “Insensato Coração”, eram um “casal” e se tornaram ícones da causa homossexual, aparecendo, inclusive, no comercial do “Disque Direitos Humanos” do Governo Federal, na rede Globo.
E assim, há mais de 40 anos, os autores das novelas conseguem criar novas tendências, divulgar outras já existentes e moldar a moralidade, a opinião e o comportamento de milhões de brasileiros, diariamente.E claro, quanto aos telespectadores, quando perguntados sobre as influências das novelas em suas vidas, geralmente consideram que não seguem novelas e não dão importância ao que elas tratam, que sabem que é ficção. Mas, enquanto isso, reproduzem fielmente tendências e ideias divulgadas pelas histórias atuais, sistematicamente.
“O Clone”, 2001, de Glória Perez bateu recordes de audiência e insinuava o antagonismo entre ciência e religião.
Foi o que aconteceu, por exemplo, com a novela “O Clone”, de Glória Perez, que estreou em 2001 e abordava uma história de amor entre uma mulçumana e um brasileiro. O protagonista, Lucas, foi alvo de um experimentou científico que deu certo e foi clonado. O debate principal da trama era em torno da ciência e da religião e do relativismo cultural, que não coincidentemente, ganhou impulso no início do século XXI.
A novela teve grande repercussão, sendo exibida em outros países, e a cultura oriental amplamente difundida no Brasil.
Trata-se, pois, de mais um elemento fundamental na revolução cultural que se estabeleceu em todo o mundo, que devagar e constantemente, entra no seio de cada família e destrói por dentro aquilo que deveria ser a principal defesa de um verdadeiro cidadão de bem.
Devastação moral empreendida pela TV

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Novelas de TV: efeito desastroso — As novelas de televisão tornaram-se verdadeira mania em algumas residências e têm contribuído para a decadência da moralidade e da vida familiar. Já não se conversa em família, aprende-se tudo da “mãe e mestra” TV.
“Pessoas que vivem em áreas cobertas pelo sinal de emissoras de TV são mais propensas a batizar seus filhos com nomes de personagens de novelas, o que comprova que a televisão tem papel importante nas decisões familiares”, mostra o estudo Novelas e Fertilidade: Evidências do Brasil (Soap Operas and Fertility: Evidence from Brazil), com base na análise de novelas exibidas entre 1965 e 1999. A investigação começou há dois anos para o Centro de Pesquisa e Análise Econômica para o Desenvolvimento, e tem como autores os economistas Alberto Chong e Suzanne Duryea, do Banco Interamericano de Desenvolvimento, além de Eliana La Ferrara, da Universidade Bocconi (Itália) (Cfr. “O Estado de S. Paulo”, 13-7-08).
As novelas antifamília — “O que importa não é o simples fato de assistir à televisão, e sim assistir a um tipo de programa — novela — com o qual o espectador possa estabelecer uma relação direta com as situações retratadas”, diz o estudo. A própria taxa de natalidade está sendo influenciada pela TV, pois as “famílias” que aparecem nas novelas têm em geral pouquíssimos filhos. Métodos anticoncepcionais, abortos e outras mazelas do mundo contemporâneo são propagados. O trabalho aponta que, “ao retratar um modelo familiar pequeno, urbano e de classe média”, as novelas teriam estimulado as mulheres a buscar a contracepção.
62,2% das personagens femininas das novelas não tinham filhos; 20,7% tinham apenas um; e 9%, dois. Verificaram ainda que as mulheres que viviam em áreas cobertas pelo sinal da emissora apresentavam taxa de fecundidade muito menor. “Famílias de televisão são pequenas”, informa o texto. “Uma série de propagandas passou a retratar como família-padrão aquela composta pelo pai, a mãe e um casal de filhos”, diz a demógrafa Elisabeth Ferraz, coordenadora do departamento de pesquisas da ONG Bem-Estar Familiar no Brasil (Bemfam).
Brasil assemelha-se à China — Não apenas se incentiva os casais a não terem filhos, como também se procura deixar mal os que têm um número maior de crianças. A pesquisa constatou que nas novelas “os pobres, quando retratados, têm mais filhos e suas faces revelam infelicidade”.“Chamou-nos a atenção o fato de que o único país em desenvolvimento, de tamanho comparável ao do Brasil, que vivenciou declínio tão grande na natalidade foi a China [comunista], onde há política rigorosa de planejamento familiar”, explica Alberto Chong.
Sinistro laboratório social — Chong reconhece “que há sempre interesses corporativos, e muitas vezes políticos, por trás da programação das emissoras comerciais”. Ademais, a televisão pública “também pode ser tendenciosa, e quase sempre o é”. Ao que tudo indica, há uma espécie de laboratório social por detrás da “fabricação” das novelas. Visa impor às famílias, indiretamente, padrões de imoralidade e indecência que elas normalmente não admitiriam. O catarinense Nilson Xavier, especialista em novelas, afirma: “A novela é, sem dúvida, uma formadora de opinião, [...] e os autores têm se aproveitado disso para fazer o merchandising social”. Os roteiros ousados “questionavam valores tradicionais e religiosos e faziam circular idéias modernas, como a da emancipação feminina”.
Como pode Nossa Senhora não chorar diante dessa campanha contra a família numerosa? Pois a Sagrada Escritura nos ensina que “os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas. Tais como as flechas nas mãos do guerreiro, assim são os filhos gerados na juventude. Feliz o homem que assim encheu sua aljava, (Sl 126, 3-5).

Novelas e a engenharia social


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Por Camila Hochmüller Abadie, 15 Maio 2013 - Ontem à tarde, enquanto aguardava minha médica, fiquei na sala de espera ouvindo, inevitavelmente, a novela da tarde da Rede Globo.
Esforcei-me de todas as maneiras para não prestar atenção ao episódio, mas era o mesmo que tentar não respirar na presença de um defunto: impossível. Por mais que tentasse ler - Gustavo tinha consigo "O livro das virtudes" - , buscar água, conversar, aquele volume altíssimo e aquelas falas toscas acabavam vencendo, aquela podridão invadia minhas narinas.
À exceção de mim e de meu marido, todas as demais pessoas estavam vidradas assistindo àquela trama surreal. Olhares crédulos, de censura, de identificação, um mundo de emoções mais ou menos disfarçadas presente em cada rosto na diminuta sala... E eu não conseguindo evitar o pensamento de que realmente, faz todo o sentido do mundo que o Brasil esteja como está.
Lembrei-me, então, de um vídeo do Padre Paulo Ricardo a respeito das novelas. Sei que a maioria das minhas leitoras deve ser proveninente da fé evangélica, assim como eu mesma, e sei também, portanto, o quanto de preconceito existe contra a Igreja Católica, em alguns casos mais justificado, em outros, menos. De todo modo, deixo aqui o meu apelo às leitoras evangélicas: por favor, assistam ao breve e importante vídeo, seguindo o conselho paulino de examinar a tudo e reter o que é bom.
Padre Paulo não faz uma análise superficial da questão da influência das novelas no comportamento dos telespectadores, muito menos limita-se a mostrar a incompatibilidade daquilo que ali é apresentado com o que a fé cristã em geral professa, mas expõe, a partir de pesquisa documentada, o quanto tal "entretenimento" pretende e efetivamente tem conseguido destruir as famílias brasileiras e, em consequência, toda a sociedade.
Se achar oportuno, passe o link adiante. Vamos lutar pela libertação de muitas cristãs que sofrem de uma verdadeira dependência do lixo moral que são as novelas. Vamos lutar pela melhoria efetiva do ambiente que temos em casa. Vamos buscar novas e superiores formas de entretenimento, que não apenas nos divirtam, mas nos edifiquem, nos aproximem de Deus e nos tornem esposas, mães e filhas melhores.

http://www.youtube.com/watch?v=6WyVLNjNZy4
Fonte: http://www.iadb.org
LifeSiteNews
http://revistaepoca.globo.com
http://www.diplomatique.org.br
http://revistaepoca.globo.com
http://www.ibge.gov.br
http://memoriaglobo.globo.com
http://ccatolico.qualinfonet.com.br
http://www.catolicismo.com.br
http://www.midiasemmascara.org

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