segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Críticas - Flores Raras


Uma história de amor
De Francisco Russo
Por mais que o tema seja antiquíssimo, o cinema brasileiro nunca foi muito de colocar casais homossexuais na linha de frente do elenco. Seja por questões conservadoras ou temores econômicos, fato é que são poucos os filmes nacionais que acompanham relacionamentos gays mais a fundo, deixando de lado os estereótipos. Diante deste histórico, Flores Raras traz um certo frescor no sentido de romper um certo “tabu invisível”. Entretanto, o novo filme do diretor Bruno Barreto vai além ao trazer uma bela história de amor que conta como pano de fundo um período importante da história brasileira: o golpe militar de 1964 e suas implicações imediatas.

Flores Raras - Foto
A história gira em torno da arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares e a poetisa americana Elizabeth Bishop, interpretadas com competência por Glória Pires e Miranda Otto, respectivamente. Na verdade, as duas são a alma de Flores Raras e é interessante notar o quão diferente é a atuação de cada uma. Se Glória cria uma Lota decidida e controladora, que não pensa duas vezes ao tomar a iniciativa tanto no trabalho quanto no campo amoroso, Miranda compõe uma personagem tímida e insegura, por vezes antipática mesmo. É neste contraste entre a delicadeza nos gestos de uma e o jeito determinado de outra que o filme constrói boa parte do relacionamento, muito auxiliado pelas atuações e pela coragem das atrizes ao se expor em momentos mais íntimos, sem nudez mas de uma paixão arrebatadora.

Entretanto, em meio à história (verídica) de amor entre Lota e Elizabeth, há um pano de fundo importante que ressalta outro contraste, cultural, que passa desde o modo como uma pessoa trata a outra, em simples encontros ocasionais, até diferentes visões de mundo. O exemplo maior desta situação é o jantar em que Elizabeth demonstra todo seu estranhamento diante da naturalidade com a qual os brasileiros tratavam o golpe militar, que por mais que representasse a “vitória” contra o medo comunista significava também a perda da liberdade, algo gravíssimo para qualquer americano. Ainda neste âmbito, o filme revela um pouco sobre os bastidores do governo Carlos Lacerda e da construção do Aterro do Flamengo, trazendo à tona também um momento histórico importante do Rio de Janeiro.

Flores Raras - Foto
Por mais que Flores Raras seja um filme bem dirigido e atuado, ele possui um problema logo no início em relação ao ritmo da história. Tudo acontece muito rápido entre Lota e Elizabeth se conhecerem e engatarem um relacionamento, ainda mais levando-se em conta que a arquiteta brasileira morava com outra pessoa há anos, que além disto era uma grande amiga de Elizabeth. A desconstrução deste triângulo amoroso é mal conduzida pelo roteiro, como se o diretor Bruno Barreto não tivesse interesse em se aprofundar nesta passagem de vida do trio. O resultado em cena traz um certo ar de promiscuidade para as protagonistas e faz com que o filme apenas engate de vez após o casal Lota-Elizabeth se estabelecer.

Flores Raras é um bom filme que mostra com competência tanto o aspecto histórico dos anos 1960 no Rio de Janeiro quanto o relacionamento entre duas mulheres tão diferentes quanto Lota e Elizabeth, além de ser (mais) um libelo sobre a naturalidade de um relacionamento homossexual na sociedade. Um detalhe que chama a atenção é a atuação de Glória Pires em língua inglesa, sem sotaque algum e transmitindo com bastante veracidade a emoção de sua personagem.


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Pai e mãe ao mesmo tempo

Pai e mãe ao mesmo tempo

Carlos A Chávarro Dominguez

Médico especialista em medicina familiar, professor da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Icesi e especialista da Fundação Valle del Lili.

Em nossa cultura, ainda é muito arraigada a ideia de que a mãe deve ser a educadora dos filhos e o pai o provedor da casa. Por isso, sempre foi tão comum, em casos de divórcio, que os filhos ficassem sob o cuidado da mãe e, em caso de seu falecimento precoce, sob os cuidados de avós ou tias.

Acessórios: o complemento perfeito


Acessórios o complemento perfeito

Por Marcela Herrera 

Sem dúvida alguma, os protagonistas desta temporada são os acessórios, com anéis, colares, braceletes e pingentes para todos os gostos.
Comecemos pelas mãos. Ficaram para trás os anéis discretos e pequenos. Nesta temporada, a tendência são os anéis grandes com pedras semipreciosas inscrutadas, como o topázio, o jade, a pérola, o lápis-lazuli, a água marinha e o quartzo.
Você pode escolher entre desenhos com pedras lapidadas brilhantes, anéis com uma mescla de várias pedras que se encontram no centro, gerando movimento ou modelos com grandes pedras, emolduradas por enfeites de estilo vintage, em materiais dourados ou acobreados.
Outro acessório em alta nessa temporada é o bracelete, que chega em tamanhos grandes e com mais força que nunca. Não há nada melhor para complementar uma roupa elegante que um bracelete. Opte por modelos rígidos, em material acobreado, prateado ou metalizado com efeito acetinado, com inscrustações de pedras.

Uma bolsa para cada lugar e ocasião


Uma bolsa para cada lugar e ocasião


Por Marcela Herrera

O objetivo deste guia é apresentar os diferentes tipos para que você saiba escolher a bolsa certa para cada ocasião.
Afinal, não há nada pior que ver uma mulher usando um vestido lindo e caro, com uma enorme bolsa de couro preto pendurada no ombro, no casamento do próprio filho!
Existem bolsas para ir ao escritório, à praia, sair à noite e até para dançar. Geralmente, sua principal diferença está no tamanho e nos materiais com que são confeccionadas, e é preciso saber o melhor momento de usar cada uma delas. Por exemplo, uma bolsa de couro de mão, de tamanho médio, com fecho e tecidos finos e discretos, é perfeita para o trabalho, e combina com uma bela calça e sapatos de couro.
Já uma bolsa grande de tecido estampado, com material impermeável na parte interna e zíper grande, é ideal para a praia.  Dentro dela, você pode levar tudo o que precisar para seu banho de sol, e como é feita de tecido impermeável, você pode guardar cangas e toalhas molhadas sem medo de estragá-la.
As bolsas para festas elegantes costumam ser bem pequenas. Dentro delas, leve apenas o essencial: um batom ou gloss, um pó compacto para um retoque de última hora e o celular. Geralmente, são bolsas tipo carteira ou envelope, e podem incluir pequenos detalhes, como cristais ou lantejoulas, que fazem delas o complemento ideal de um belo vestido de noite.

Eles combina com tudo: estolas, chachecóis


Eles combina com tudo: estolas, chachecóis, pashminas, xales


Por Marcela Herrera

Por isso, atreva-se a usá-los, porque hoje em dia você encontra todo tipo de modelos: finos ou largos, para adornar o pescoço, os ombros ou o peito, e conferir um toque de classe ao seu visual. O importante é conhecer os tipos existentes e combiná-los com as peças de seu armário.
As estolas são ideias para acompanhar vestidos elegantes em ocasiões especiais, com vestidos curtos ou longos. Podem combinar com as cores do vestido ou criar um contraste com elas. Por exemplo, à noite, podem ser prateadas, douradas ou com muito brilho. Se seu vestido é cinza, você pode criar um visual mais ousado com uma estola violeta ou roxa.
Os cachecóis são populares desde que nossas avós tricotavam e não podem faltar em seu armário de outono e inverno. Geralmente, são feitos de lã e podem ser finos ou grossos. Use-os à noite com uma jaqueta no outono, ou com uma blusa mais grossa no inverno.

Novo aplicativo ajuda casais a engravidar


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Por Sheila M. Eldred
Um novo aplicativo chamado Glow, projetado para casais que tentam engravidar, pode ser o primeiro sistema de “financiamento coletivo de bebês”, segundo seus criadores.
“Quando tivermos alguns milhares de pontos de dados, saberemos muito mais sobre a infertilidade”, declarou Max Levchin, desenvolvedor do Glow, ao New York Times.
O aplicativo não é muito diferente de outros indicadores de ovulação, mas a grande sacada é que o Glow pretende reunir todo tipo de dados de seus usuários e doá-los a pesquisadores.

Empresa comercializa carrinho de bebê equipado com bike


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Um carrinho de bebê, que também funciona como bicicleta. Esta é a criação da Taga Bikes, uma empresa formada por integrantes de diversos países. A proposta foi idealizada após quatro anos de estudo e agora já está disponível comercialmente.
De acordo com os fundadores da empresa, o modelo foi projeto após análises universais. Mesmo assim, o fator que mais influenciou a criação foi a cultura holandesa, em que as bicicletas são itens comuns à maior parte da população.

Rompimentos afetivas


Rompimentos afetivas

Comoção e incredulidade

A sua primeira reação é: “não pode estar certo, ele nunca faria algo assim, deve ser um erro”. Você fica próxima ao telefone o tempo todo, convencida de que seu ex ligará a qualquer momento para dizer que tudo foi um grande erro. Cada vez que a campainha toca, você corre para a porta, segura de que ele voltou. Você ainda se enxerga como casal e imagina um futuro junto com o seu ex.